domingo, 28 de fevereiro de 2010

10 anos em 4 horas (1ª Parte)


Desde o início do ano de 2009 temos sido desafiados a entender o claro chamado de Deus para sermos uma Igreja comprometida com Jesus e com sua missão.

A comissão de “ir” e “fazer discípulos” exige que estejamos andando em direção àqueles que ainda não conhecem o Evangelho.

Por isso, sob a orientação do Espírito Santo, queremos canalizar todos os nossos esforços para comunicar a Palavra de Deus de maneira fiel, de fácil compreensão e acolhida pelos não cristãos.

Para isso, é necessário um REPENSAR das estruturas, com alvos bem definidos e estratégias claras para alcançá-los.

Esse repensar precisa ser elaborado com a participação de todos, através de encontros, oração e sensibilidade à voz do Espírito, tornando-se um plano prático e funcional.

Sendo assim, esta Conferência sobre o futuro não é apenas um CONVITE para desenvolver algumas diretrizes do que será o nosso futuro, mas uma OPORTUNIDADE de participar de um novo processo, que trará grandes bênçãos para nossas vidas.


A Igreja é a comunidade dos discípulos de Jesus em missão no mundo. Quando lemos as últimas palavras de Jesus aos seus discípulos, em Mateus 28:19-20, não resta nenhuma dúvida de que a Igreja surge na história para ser uma comunidade dos discípulos de Cristo, comprometidos com a missão de fazer novos discípulos d’Ele.

Igrejas sob a real influência do Espírito Santo são movidas não ao isolamento, mas ao engajamento no mundo, para cumprir essa missão. Esse processo é caracterizado pelo rompimento de barreiras, a fim de que a mensagem de Jesus seja ouvida, compreendida e acolhida.

A tarefa essencial dos líderes dados por Deus a uma Igreja missionária é “preparar os santos” para o serviço da missão (Efésios 4:11-13). Os membros de nossa Igreja não podem ser os ALVOS do nosso serviço, mas a FONTE. Devemos nos colocar como discípulos de Cristo em missão no mundo.

O sucesso da Igreja é determinado pela maturidade dos seus membros. Na medida em que os cristãos amadurecem, ganham maior consciência de sua vocação e se tornam responsáveis pelo cuidado e desenvolvimento dos mais novos na caminhada da fé.

Por isso, precisamos urgentemente parar para DESENVOLVER UM PLANO DE AÇÃO INTENCIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO DA NOSSA MISSÃO, onde todas as atividades da Igreja precisam contribuir de maneira intencional para a missão.

A sua participação pode ser pequena, mas fará parte de um todo, que visa tão somente a cumprir a única missão que Cristo deixou à sua Igreja: ir e fazer discípulos – naturalmente.


• GANHAR

Amizade – Ninguém permanecerá em nossa Igreja se não tiver amigos nela. Antes de pensarmos em compartilhar as boas novas do evangelho, é preciso que primeiramente nos tornemos amigos das pessoas. Muito da rejeição e da má disposição de nos ouvir é resolvido através deste passo simples.

Evangelização – Após conquistarmos a amizade sincera das pessoas, ganhamos o direito de falar sobre assuntos pessoais sem parecer intrometidos. Todavia precisamos aprender a maneira certa de falar de Jesus com inteligência, sabedoria e unção.

• CONSOLIDAR

Grupo de apoio – O novo convertido precisará de muito apoio durante sua adaptação ao novo estilo de vida proposto pelo evangelho. Precisará de pessoas que aprofundam a amizade e o cuidado pastoral com ele, bem como o instrua na Palavra de Deus.

Batismo e Pública Profissão de Fé – O novo convertido precisará receber todas as orientações necessárias para tornar-se um membro da Igreja através da pública profissão de fé e do batismo.

• TREINAR

Após estar devidamente integrado à vida da Igreja, o novo convertido precisará ser treinado para servir no Reino de Deus na função para a qual Deus lhe deu os dons necessários.

• ENVIAR

Depois de ter sido treinado, o novo convertido agora é enviado a servir e se multiplicar treinando outros. Deste momento em diante ele deixa de ser o ALVO do nosso serviço e passa a ser a FONTE do mesmo.

CUMPLICIDADE

Para não perdermos de vista o objetivo principal de “ir e fazer discípulos”, nossas estruturas devem ser enxutas. As diversas Equipes devem ter uma atuação conjunta e coordenada, evitando o acúmulo de funções tanto de grupos como de membros.


Formaremos grupos mistos (diácono, músico, professor, intercessor, presbítero, Jovem, facilitador/eventos, etc...) onde procuraremos identificar e estabelecer as atividades e a relação das Equipes na missão da Igreja.

Equipe 1 – Luizinho (Templo)
Equipe 2 – Raoni (Sala Jovens)
Equipe 3 – Adilson (Pátio)
Equipe 4 – Edson (Sala grande)
Equipe 5 – Ulisses (Berçário)
Equipe 6 – Júlio (Escritório Pastoral)

FOLHA DE AVALIAÇÃO

Propósito: Estabelecer as atividades e a relação das Equipes na missão da Igreja.

Para cada passo designar a(s) Equipe(s) responsável(is) e sugerir pelo menos uma atividade PRÁTICA E FUNCIONAL de como ela(s) poderá(ao) fazer o trabalho.

1º Passo: GANHAR (Aqui o desafio é aproximar as pessoas para um tempo de convívio com a Igreja. Através disso poderemos desenvolver novas amizades tendo como objetivo compartilhar com elas o evangelho de forma coletiva ou individual)

1) Qual ou quais Equipes poderão desenvolver este passo?
2) Dê um exemplo prático e funcional de uma atividade para cada Equipe citada.
3) Com qual ou quais Equipes cada uma das Equipes responsáveis por este passo deverão se relacionar? Dê um exemplo prático e funcional desta relação.

2º Passo: CONSOLIDAR (Os novos convertidos precisarão ser acolhidos por toda a Igreja com bastante amor. Todavia, precisarão de um grupo específico de irmãos que o assista em suas necessidades físicas e espirituais através da comunhão, oração e estudo da Palavra)

1) Qual ou quais Equipes poderão desenvolver este passo?
2) Dê um exemplo prático e funcional de uma atividade para cada Equipe citada.
3) Com qual ou quais Equipes cada uma das Equipes responsáveis por este passo deverão se relacionar? Dê um exemplo prático e funcional desta relação.

3º Passo: TREINAR (Nesse passo, o novo convertido deverá receber todo o apoio para descobrir seus dons e da forma como poderá colocá-los em prática. Ele deverá ser treinado para servir em uma Equipe específica na Igreja de acordo com seus dons)

1) Qual ou quais Equipes poderão desenvolver este passo?
2) Dê um exemplo prático e funcional de uma atividade para cada Equipe citada.
3) Com qual ou quais Equipes cada uma das Equipes responsáveis por este passo deverão se relacionar? Dê um exemplo prático e funcional desta relação.

4º Passo: ENVIAR (Aqui, o novo convertido deverá ser instruído e motivado a treinar outros na área em que ele está servindo buscando assim a expansão do Reino de Deus através da multiplicação)

1) Qual ou quais Equipes poderão desenvolver este passo?
2) Dê um exemplo prático e funcional de uma atividade para cada Equipe citada.
3) Com qual ou quais Equipes cada uma das Equipes responsáveis por este passo deverão se relacionar? Dê um exemplo prático e funcional desta relação.

Observação: Nenhuma Equipe deverá ficar de fora dos passos acima: Equipe de Música, Equipe de Eventos, Equipe de Ensino, Equipe de Diáconos, Equipe do Conselho, Equipe de Jovens, Equipe de Oração, Equipe do Culto, Outra Equipe sugerida pelo grupo.

O raio-x de Deus


Você já deve ter ouvido falar de Susan Boyle. Ela é uma cantora amadora escocesa que tornou-se famosa por sua aparição em 11/04/2009 no popular show de calouros na TV, no Reino Unido. Desempregada e solteira com 47 anos, por causa de sua aparência, foi considerada atrasada e retardada ao longo de sua vida. Cuidava de sua mãe no afastado vilarejo de Blackburn.

No momento em que subiu ao palco para tentar a sorte, esta simpática interiorana com seu jeito tímido e desengonçado, arrancou da platéia debochados risinhos de desdém e descrédito. Desprovida de qualquer sinal de beleza, disse aos jurados que seu sonho era tornar-se uma cantora profissional, e sempre quis apresentar-se para uma grande platéia, mas nunca lhe foi dada tal oportunidade.

Desprezada pelos jurados e por toda a platéia, enfrentou a vergonha e o deboche, e começou a cantar.

Clic aqui e assista a apresentação de Susan Boyle pelo YouTube


O sucesso de Susan foi tão grande que em poucas semanas foram mais de 100 milhões de acessos ao vídeo de Susan Boyle no YouTube. Ela virou um fenômeno na internet. A dona desse vozeirão tornou-se celebridade de uma hora para outra.

Sua simpatia e principalmente sua voz conquistaram fãs pelo mundo todo, dentre muitas celebridades, como Barack Obama, Demi Moore. Foi um choque ver alguém com aquela aparência cantando tão divinamente? Para a maioria, foi. Menos para Deus.


O profeta Samuel foi obrigado a engolir essa verdade quando o Senhor o enviou ao rancho do criador de ovelhas, Jessé, para ungir o novo rei de Israel. Jessé tinha sido abençoado com sete filhos de bela aparência, e um irmãozinho “insignificante” que pastoreava o rebanho nos montes. Quando o mais velho foi apresentado a Samuel, o idoso profeta se aprumou na cadeira e fez um sinal de aprovação com a cabeça. Ali estava um bom material para o trono! Que magnífica espécie de homem! Que ar majestoso! Seus ombros eram largos, seu sorriso mostrava dentes brancos e brilhantes! Salve o chefe! A mão de Samuel devia ter-se dirigido para o óleo da unção quando a voz do Senhor o deteve: “Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”.

Deus sabe que há mais numa vida do que uma boa aparência e ele sabe que aquilo que você vê não é necessariamente o que obtém. Nossa cultura é mais obcecada pelo exterior do que a do primeiro século. Gastamos bilhões por ano em cosméticos, roupas de grife, calçados esportivos “certos”, produtos para os cabelos, salões de bronzeamento e centros de regime, tudo para nos dar uma boa aparência.

Todavia, o próprio Davi, o jovem esquecido pelo pai, pelos irmãos, por Samuel, mas não pelo Senhor, disse: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirigi-me pelo caminho eterno” (Salmo 139.23-24). Davi reconheceu que aquilo que impressiona as pessoas, não impressiona a Deus.
Só porque uma casa tem um jardim bem tratado e placas e quadros cristãos na entrada, isso não significa que a família lá dentro não está se deteriorando. Só porque você se ocupa com as atividades da igreja, carrega uma Bíblia no painel de seu carro, ouve emissoras cristãs, e sabe falar como um cristão, isso não significa que corrigiu todas as falhas estruturais profundas e provavelmente perigosas em sua alma.



O Senhor sabe o que está em nossa vida que não deveria estar, e o que não está mas deveria estar. Ele vê o que se encontra oculto. Enquanto outros talvez avaliem a nossa vida pelas medidas externas à luz brilhante do dia, o Senhor está ocupado no escuro, trabalhando nas áreas escondidas que os outros não podem ver.

Isso me consola pelo menos de duas formas. Primeiro, é encorajador lembrar que o Senhor vê os pontos positivos em meu coração, que ninguém mais observa ou nota. O nosso mundo não considera os valores, compromissos e fidelidade como prioridades absolutas, mas Deus considera. O mundo não vê aquelas decisões angustiosas tomadas em segredo, mas ele vê. O mundo não vê as vitórias em minha vida mental, mas ele vê. O mundo não toma conhecimento de minha fidelidade a uma promessa sussurrada, mas ele toma. As coisas ocultas significam tudo para ele. Ele vê através do sorriso amarelo da minha vida para dar crédito ao relacionamento real e comprometido com ele.

O segundo consolo é que o seu Espírito me ajuda a identificar as áreas em minha vida que necessitam de polimento e ajuda antes de se tornarem problemas sérios. Ele trabalha em mim! Há ocasiões em que sinto que ele me deixou no escuro e penso que não poderei achá-lo. De repente, ouço uma batida, um som, e sinto algum movimento nas áreas mais profundas do meu espírito. Ele parece surgir repentinamente dos lugares mais extraordinários na minha vida. Então ele me conta o que encontrou e o que precisa ser feito.

Assim como aconteceu com Susan, o valor de nossas vidas não está naquilo que é visível, mas no invisível. A parte essencial de nossa vida é a oculta, a parte que parece estar no escuro. Essa parte só Deus vê. Essa parte só ele inspeciona. Não posso imaginar Deus como um cardiologista vestido de branco com uma prancheta nas mãos. Mas, de certo modo, é isso que ele faz. E faz isso com excelência. Mediante uma visita pessoal, ele investiga e faz consertos responsáveis em nossa vida. Você sabe que tipo de lanterna ele está usando nos lugares escuros e ocultos, rastejantes, da sua vida? É a Palavra de Deus.

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” (Hebreus 4.12-13)

Os pedaços mais difíceis da minha vida são aqueles em que não vejo Deus trabalhar em mim. Mas ele está trabalhando, pois afirma isso. Ele pode estar verificando os pontos pouco notados em minha vida, para certificar de que posso enfrentar os estresses e tormentas que sabe que virão. Não fique desanimado quando não conseguir ver grande atividade em sua vida, que todos possam notar e admirar. A beleza física pode esconder uma grande falha no caráter. Mas o bom e sólido conserto feito na parte interna do coração é o que dará garantia da resistência com o passar do tempo e da eternidade. É o tipo de trabalho que Deus valoriza mais do que tudo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Conferência sobre o futuro


Qual deverá ser a característica e a aparência da nossa IP Betânia daqui a 10 anos, dentro da visão de Deus? Visualizar o futuro é uma experiência inspiradora. Saber onde quer chegar facilitará o nosso trabalho e nos poupará tempo, energia e recursos.

Uma Igreja que sabe onde quer chegar é uma Igreja que sabe porque existe, para quê Deus a chamou e que conhece a sua missão. Ela não se contenta em colocar no papel a sua missão, mas ela vive e comunica essa missão interna e externamente, e está constantemente realinhando seus objetivos. Falta de orientação e reflexão, coisas que esgotam qualquer trabalho, não são encontradas neste tipo de Igreja.

Numa Igreja que sabe onde quer chegar, tudo flui naturalmente e assim consegue adaptar-se continuamente ao mundo a sua volta em constante mudança sem todavia negociar seus princípios. A expressão "hierarquia" é substituída pela expressão "rede". A liderança da Igreja é exercida pela comunicação; os relacionamentos estão em primeiro lugar e caracterizam o ambiente. Os membros da Igreja se complementam mutuamente por meio de seus dons.

Você consegue se entusiasmar com esta visão? Então não deixe de participar da nossa Conferência sobre o futuro a ser realizada nos dias 28 de fevereiro e 7 de março de 2010 às 09hs.
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Palestra 1 - 10 anos em 4 horas - Parte 1 (28/02/2010)
Palestra 2 - 10 anos em 4 horas - Parte 2 (07/03/2010)

O propósito divino


A metamorfose, processo em que a lagarta se transforma numa borboleta sempre me fascinou. Um grupo de pesquisadores estudou certa vez cem lagartas que estavam prestes a sair do casulo. Em lugar de permitir que elas se esforçassem, os observadores cortaram delicadamente o casulo e as libertaram. Depois disso, colocaram os insetos sobre uma mesa e tentaram fazê-los voar. Mas nenhum conseguiu. Nenhum.

O pequeno estudo mostrou que o período de esforço e luta através das paredes do casulo é que dá às asas da borboleta forças para voar. O próprio esforço, todos os movimentos de empurrar e debater-se do inseto para libertar-se da prisão, é que torna a sua nova vida possível. Sem o conflito, não há força.

A maioria de nós pode identificar-se com esses períodos sombrios de luta. Nos sentimos abatidos, frustrados e confinados. Ficamos cansados de lutar e labutar, imaginando o que Deus está querendo fazer em nossas vidas. É mais ou menos nessa hora, quando estamos em meio a alguma perplexidade penosa ou enorme decepção, que algum cristão bem intencionado se aproxima e sussurra um certo versículo da Escritura em nosso ouvido.

Você pode imaginar que versículo é esse? No geral, o que eles sussurram é o versículo de que menos gosto na Bíblia, Romanos 8.28. Aposto como alguém já o mencionou para você algumas vezes também. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Francamente, não quero escutar esse versículo quando estou sofrendo. Não quero ouvi-lo quando estou triste. Não quero ouvi-lo quando as circunstâncias puxam o meu tapete e me deixam confuso e desorientado, caído de costas no chão.

É bom lembrarmos de que quando Paulo escreveu isso ele já havia passado por muitas situações de sofrimento, perseguição e tristeza. Uma olhada mais de perto para a vida deste grande homem de Deus não é difícil identificar estas “coisas” que segundo ele cooperaram para o seu bem. Por causa do evangelho fora preso várias vezes, espancado, apedrejado e ouviu coisas que não teve coragem de registrar.

Mas qual foi o benefício, o prêmio, o bem que Paulo recebeu depois de ter passado por todo esse sofrimento? Pelo que sabemos Paulo não se tornou um homem rico e bem sucedido em sua vida. Então como entender que todas as coisas de fato cooperam para o bem daqueles que amam a Deus?


A verdade é que Romanos 8.28 não passa da metade de um pensamento. Romanos 8.28 não ajuda ou encoraja muito a não ser que você o ligue com a outra metade do pensamento, com Romanos 8.29. Todas as coisas COOPERAM, desde que você saiba o objetivo dessa cooperação! Nós somos chamados “segundo o seu propósito”, mas qual é esse propósito? O versículo 29 esclarece: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.

O que Deus está fazendo em minha vida? O que ele está fazendo na sua? Ele só pretende uma coisa, uma única coisa. Ele está tornando você e eu mais parecidos com Jesus para unirmos em uma só família, santa, perfeita e feliz na eternidade. Esse novo ser que ele está formando em nós é um trabalho como de um pintor. É algo que leva tempo, é preciso dar atenção aos mínimos detalhes, visto que é uma obra definitiva.

Ele não está pretendendo fazer cinco, quinze, ou vinte coisas. Seu propósito não é fazer de você um pai ou mãe, esposa ou marido, filho ou filha melhor. Seu propósito não é transformar você na melhor secretária, policial, professor, pedreiro ou cirurgião do mundo. Ele não está trabalhando no escuro para lhe dar posição, prosperidade e paz.

Ele está usando seu poder e sua vontade com um só propósito, conformar você e eu, seus filhos adotivos, à imagem do Senhor Jesus. Ele pode agradar-se em ajudar você a tornar-se uma mãe, pai, médico, jogador de futebol, ou professor da escola dominical maravilhoso, mas não é isso que pretende. Seu grande objetivo em sua vida, a razão dele deixar você na terra, é torná-lo mais e mais parecido com Jesus.

Se não fosse isso, por que ele não nos poupa os sofrimentos e pesares no momento de nossa conversão nos levando para o céu? Ele quer que nos tornemos maduros em Cristo, realizados e completos. Por que Deus não dominou imediatamente a Terra Prometida quando os israelitas atravessaram o rio Jordão? Por que havia ainda inimigos a serem enfrentados? Por que havia ainda terra não cultivada? Por que havia ainda animais selvagens a serem expulsos das matas?

Deus sabia então (como ele sabe agora) que é o exercício da fé e a dependência do seu poder e libertação que produzem maturidade e força em nossas vidas. De fato, é exatamente isso que nos conforma a Cristo. Calebe, aos oitenta anos, teve de enfrentar o desafio dos inimigos a serem vencidos. Ouça suas palavras registradas no livro de Josué; elas são clássicas: “Eis, agora, o SENHOR me conservou em vida, como prometeu; quarenta e cinco anos há desde que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e, já agora, sou de oitenta e cinco anos. Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar. Agora, pois, dá-me este monte de que o SENHOR falou naquele dia, pois, naquele dia, ouviste que lá estavam os enaquins e grandes e fortes cidades; o SENHOR, porventura, será comigo, para os desapossar, como prometeu.” (Josué 14.10-12).

Gigantes enormes e terríveis na terra? Deixe que eu cuido deles. Montanhas a escalar e cidades fortificadas a conquistar? O que estamos esperando? Traga a minha espada e vamos! Mesmo na velhice, Deus continua trabalhando em você. Ele continua trabalhando sua vida através de desafios e provações. Ele continua trabalhando de dia e de noite para torná-lo cada vez mais parecido com Jesus. No que diz respeito ao propósito de Deus para a sua vida, você jamais se “aposenta”.

Abraão não era nenhum rapazinho de vinte anos quando enfrentou sua maior prova. Já estava bem velho quando recebeu ordem para sacrificar Isaque, seu filho amado. Josué já tinha idade quando ficou de pé na porta de sua casa e disse aos anciãos de Israel: “Vocês podem ir para onde quiserem e fazer o que quiserem, mas eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Quer você tenha 9 ou 99 anos, Deus ainda desejará que tome posições impopulares, tome decisões difíceis, e enfrente corajosamente os ventos frios da adversidade. Através de cada momento de dor e de luta, ele está tornando você semelhante ao seu Filho Jesus.

Por que estou repetindo este pensamento? Por que não podemos perder a perspectiva! Se você estiver se apegando apenas a Romanos 8.28, pode perder de vista o propósito de Deus. Todas as coisas cooperando para o bem? Como pode ser isso? Não diga tal absurdo! O que é “bom” nesta tragédia, provação ou luta? Se não ler o versículo 29, vai tatear no escuro. Mas, se souber que ele vai usar isto ou aquilo para torná-lo semelhante ao Salvador, então terá consolo no fato de que nada em sua vida é desperdiçado, nenhum esforço, dor, momentos de angústia, ou lágrimas jamais perderá em algum lugar no espaço.


Mas, e se eu achar que nada está acontecendo em minha vida? Se não puder ver como ele está me tornando mais como Jesus? Em algum ponto você tem de decidir, posso crer na Palavra de Deus? Paulo disse: “SABEMOS que todas as coisas cooperam para o bem”. Sabemos. Não “achamos”. Não “esperamos”. Não “supomos”. Não “sentimos” ou “experimentamos”. Sabemos.

É bom você manter a palavra “sabemos” em seu vocabulário espiritual. Quando não sentir que Deus está trabalhando no escuro por sua causa, e se achar tateando no escuro, você vai precisar de algumas coisas gravadas em sua alma. Penso ser essa a razão de Paulo escrever na escuridão de um calabouço romano: “Por isso estou sofrendo estas coisas, todavia não me envergonho; porque sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2 Timóteo 1.12).

As circunstâncias gritavam para Paulo: “Você está sozinho no escuro. Está abandonado na prisão. Seu corpo foi tão espancado que não pode mover um único músculo sem sentir dor. Você não tem nada no banco como resultado do seu trabalho. Vai morrer sem mulher e filhos para chorarem por você. Foi esquecido pela maioria de seus amigos. Sua execução está por um fio”. Paulo, no entanto, sentado na escuridão da cela, com sentimentos que iam provavelmente da esperança à tristeza, ao medo, à depressão, disse: “Ouçam, pode haver muitas coisas que eu não sei nem compreendo, mas sei isto. Sei em quem tenho crido. Conheço aquele a quem entreguei a minha vida. Sei que ele é capaz de tomar aquilo que lhe entreguei no escuro e fazer com que tudo coopere para o bem no dia claro”.

É no escuro que ele faz com que você se pareça mais com Jesus. Você talvez diga: “Nada de bom acontece no escuro. É nessa hora que as casas são roubadas e pessoas são violentadas”. Nada disso. Algo bom acontece no escuro. Deus está fazendo a sua maior obra. Formando em você a imagem radiante e bela de seu Filho. Embora você não possa ver ou compreender, é isso que ele está fazendo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

E no carnaval...

Lauro escondendo o prato
Hora do rango
Colocando o papo em dia
Cida e Isabela
Letícia
Só alegria
Ele voltou..rsrsrsrs
Agora não deu prá esconder.
Operação tira caco de vidro
Luan e Cibely
Nosso meio de transporte
Decidindo coisas importantes
Reinaldo e Eliane - amigos sempre.
Ai que folga
Rony disfarçando
Adilson, Isabela e Cida
Só curtindo um filminho
Kely, minha sobrinha gata
Ora da sobremesa
Tarde calorosa
Toda a turminha reunida
É ela mesmo - Leila, a loira
Olha o passarinho...
trio parada dura
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Deus trabalha no escuro


Era noite quando resolvemos voltar para casa. Vínhamos da cidade de Pingo Dágua/MG onde havíamos realizado um gostoso culto.

Estávamos todos (Cida, seu irmão Dodô, minha irmã Rony, a pequena Kely, nossa sobrinha, meu filho Rômulo e eu) em meu Passat 79 na estrada empoeirada e escura que cortava a reserva florestal. Nosso carro sempre ‘resolvia’ dar problema em circunstâncias adversas. Naquela noite não foi diferente.

Depois de andarmos uns 30 Km, ele resolveu entrar em pane total. Além dos faróis, as luzes internas apagaram por completo. A mata perigosa por ter muitos animais selvagens nos impedia de sair para tentar ‘reanimar’ o nosso meio de transporte. Naquele momento o medo começou a fazer parte da nossa experiência, principalmente quando nos lembramos das muitas histórias de pessoas que foram assaltadas por ladrões oportunistas.

Não levou muito tempo para que eu decidisse orar e pedir a proteção divina. “Senhor” disse eu, “está escuro aqui e o carro não quer ligar. Precisamos chegar em casa pois há criança conosco. Ninguém sabe que estamos parados aqui no meio desta mata escura. Mas Senhor, tu sabes onde e como estamos, socorre-nos”.

Terminada a oração, fomos nos ajeitando para passar a noite ali, quando vimos um outro carro vindo no sentido contrário com faróis alto. Um misto de esperança e medo tomou conta do meu coração. O carro parou bem de frente ao meu, faróis ligados, quase nada dava pra se ver. Fixei os olhos e vi que era de quatro portas. Elas se abriram e desceram homens armados. Agora o medo era ainda maior. Um deles bateu no vidro da porta, mas a maçaneta estava emperrada e não tive outra escolha a não ser abrir a porta.

“Boa noite rapaz” disse o homem. “somos da guarda florestal, o que aconteceu?”. Ufa! Respirei aliviado. Expliquei tudo e eles arrumaram o meu carro velho e me disseram: “Podem ir. Se o carro parar novamente, não desçam. Estamos indo a Pingo Dágua e voltaremos logo.” Assim fomos embora e chegamos em casa com uma certeza – Deus atendeu a nossa oração. Em nosso perigo, em nosso medo e isolamento, no escuro, Deus estava trabalhando a nosso favor.


Você já trabalhou à noite? É um pouco estranho.

É levantar no fim do dia e ir para a cama ao nascer do sol.

É tomar leite, café com pão quando a maioria das pessoas está sentada comendo arroz com feijão.

É um mundo diferente do dia.

Na cidade, o trânsito diminui, o ar fica mais frio, e os compradores retardatários somem gradualmente na escuridão. Fora da cidade, nos bairros, a vizinhança fica silenciosa, as calçadas vazias.

Você pode ouvir um cão a dois quarteirões de distância, latindo para o que quer que amole cães à noite.

A maioria das janelas fica às escuras. A maioria dos carros está na garagem. A maioria das pessoas já dorme. Mas, nem todos. Não os que trabalham de noite.

É um policial numa ronda, percorrendo as ruas escuras, durante uma forte chuva.

É um jovem pai trabalhando numa padaria, assando pães para alimentar os que estão dormindo, único emprego que encontrou para sustentar a família.

É uma turma de bombeiros, com o equipamento pronto, esperando o telefone tocar.

É uma mãe esquentando o leite para seu filhinho que chora por causa da fome.

É uma enfermeira, que corre de um lado para o outro para socorrer pessoas feridas.

É o trabalho noturno.

É possível que alguns de nós não pensemos muito nesses homens e mulheres que trabalham enquanto dormimos. Eles estão trabalhando todas as noites, do mesmo jeito. Seus olhos estão abertos e alertas enquanto os nossos se fecham para o descanso merecido. Eles estão colocando as roupas de trabalho enquanto vestimos o pijama. Estão em algum lugar “lá fora” todas as noites frias, e por incrível que pareça, nós precisamos deles mais do que pensamos.

Mas, eu conheço outra pessoa que trabalha no escuro.


Já pensou nisso? Ele está ocupado enquanto você dorme. Ele está trabalhando enquanto você sonha. Ele está completamente ligado, enquanto sua TV desligou automaticamente. O Salmista explica assim: “Não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita nem dorme o guarda de Israel” Salmo 121:3-4.

Este é o Deus que se move fora do nosso campo de visão e se ocupa com tarefas além do nosso entendimento. Seus olhos observam o que não podemos ver e suas mãos trabalham habilmente onde só podemos tatear. Este é o Deus que se estende, que pensa, planeja, molda e vigia, controla, sente e age, enquanto estamos inconscientes debaixo de um lençol e um cobertor.


Mas, não pense que Ele está lá fora cuidando de buracos na rua, ou mexendo em moléculas de hidrogênio nas galáxias distantes. Deus trabalha no escuro por você. Ele fica ocupado a noite inteira pensando em você. Seu interesse por você não diminui quando o dia se vai, de jeito nenhum! Ele está ocupado por sua causa, mesmo quando você não percebe, mesmo quando você não está fazendo absolutamente nada. Quando se trata da sua vida, ele jamais deixa de observar, dar, dirigir, guardar e planejar. “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais”. Jeremias 29:11.

E eu? Eu sei que ele está trabalhando. Sei que ele está no seu posto. Inúmeras vezes, porém, não tenho a mínima idéia do que ele está fazendo. Para ser franco, há ocasiões em minha vida em que ele não parece estar fazendo muita coisa. Fixo os olhos nas trevas sombrias de minha frustração, tristeza ou confusão e não posso ver nada, talvez, penso eu, meus olhos não enxergam bem no escuro.

Algumas vezes, você, assim como eu, talvez se veja dizendo: “Deus parece estar fazendo horas extras, trabalhando nos feriados e nos fins de semana por outras pessoas. Mas se ele está atuando em minha vida, é o mesmo que colocar um cronômetro em uma pedra de gelo. É como acompanhar um soro se acabar gota a gota em um leito de hospital. É tão devagar que não consigo perceber se alguma coisa está realmente acontecendo”.

Muitas vezes, em minha vida, tudo parece um tédio sem fim, enquanto a vida de outros é uma grande aventura. Outros falam de Deus fazendo isto ou aquilo, ensinando-lhes verdades profundas, dando-lhes canções à noite e murmurando palavras de sabedoria e consolo. Mas, para mim, tudo continua mais ou menos escuro e quieto.

Você está lutando com um vício, desejando a libertação, mas ainda não conseguiu.

Você tem se esforçado para consertar seu casamento, mas inutilmente.

Você esperou meses, talvez anos, pela volta de um filho pródigo; todavia, seu quarto continua vazio e vago o seu lugar na mesa.

Você entregou seus negócios a Deus da melhor maneira que pôde, mas enfrenta agora a sombra impiedosa da falência.

Você tem vontade de dizer “Se Deus está trabalhando em minha vida, certamente não consigo ver isso”.

Quando você acorda de manhã, quando abre os olhos, sua mente pode apegar-se a este pensamento: Deus trabalhou a noite inteira em meu favor.


Davi voltou a esta verdade básica repetidas vezes em seus turbulentos anos como fugitivo: “Deito-me e pego no sono”, escreveu ele. “Acordo, porque o Senhor me sustenta... Em paz me deito e logo pego no sono, porque Senhor, só tu me fazes repousar seguro” Salmo 3:5; 4:8.

Mas, entenda. Mesmo que não apareçam cartazes com os dizeres “em construção”, nem sinais de máquinas pesadas em ação, nem o som de martelo celestial como fundo, o Arquiteto e Construtor Mestre está sempre trabalhando ativamente em nós.

Policiais, mães e enfermeiras não são os únicos que trabalham de noite. Deus também faz. Ele vem agindo assim há séculos. Sua linha do tempo parece caminhar muito lentamente, mas ele está trabalhando em seu favor. Deus conhece as suas lutas e se move entre elas. Deus conhece o seu sofrimento e monitora cada segundo dele. Deus conhece o seu vazio e procura enchê-lo de um modo que supera qualquer dos seus melhores sonhos. Deus conhece os seus ferimentos e cicatrizes, e sabe como produzir uma cura mais profunda do que você pode imaginar.

Para falar a verdade, essa é a idéia que esta série de mensagens quer transmitir. Trata-se apenas de um modo simples de dizer, “Deus está mais ocupado em sua vida do que você jamais poderá ver ou saber”. Em outras palavras, Deus trabalha no escuro em seu favor.

Mesmo quando nada parece estar se movendo na sua alma;
Mesmo quando a situação parece fora do controle;
Mesmo quando você se sente sozinho e com medo;
Mesmo em Pingo Dágua.
Mesmo agora.

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Ron Mehl (adaptado)