domingo, 2 de janeiro de 2011

Somos o Templo do Espírito

O segredo que Deus guardou por muitos anos e revelou em Jesus foi: compartilhar conosco a vida eterna que a Trindade já experimentava antes da fundação do mundo. Vida eterna não está limitada a um tempo ou espaço físico, trata-se de relacionamentos eternos. Sendo assim, Deus deseja se relacionar conosco eternamente, bem como que vivamos uns com os outros através de relacionamentos eternos e saudáveis. Para exemplificar este tipo de vida Paulo faz uso de três figuras: O Corpo de Cristo (para falar de nosso serviço “uns aos outros”), a Família de Deus (nossa vida como irmãos em Cristo) e o Templo do Espírito (nossa proposta de hoje).

Apesar de Paulo fazer uso da figura de um templo, uma explanação bem mais detalhada sobre ser o edifício de Deus é feita por outro apóstolo, o apóstolo Pedro. Por isso, nossa meditação será baseada nos ensinos de Paulo e Pedro.

A figura que Paulo usa para fazer menção sobre a forma como devemos juntos servir a Deus é a figura de um edifício. “Vocês, também, como pedras vivas, deixem que Deus os use na construção de um templo espiritual onde vocês servirão como sacerdotes dedicados a Deus. E isso para que, por meio de Jesus Cristo, ofereçam sacrifícios que Deus aceite”. 1 Pedro 2:5

Essa figura revela o desejo de Deus de habitar com os seus filhos como fazia no princípio com nossos primeiros pais. No Jardim do Éden Deus falava com nossos primeiros pais todo fim de tarde. Depois do pecado, Deus habitava entre o povo através do tabernáculo. Em Jesus ele caminhou entre nós como um ser humano. Agora, Deus está construindo um templo espiritual onde ele possa habitar e para essa construção está usando pedras vivas, ou seja, pessoas como eu e você. Deus não está interessado numa construção de alvenaria ou de pedra. Ele está interessado em um templo vivo onde possa habitar.

Mas esse templo só será possível com a união de todas essas pedras vivas. O texto diz “deixem que Deus os use na construção de um templo espiritual”. Ou seja, um tijolo sozinho continua sendo só um tijolo. Um tijolo ligado a outros tijolos torna-se um edifício. Nesse sentido não pode haver lugar para a inveja ou espírito de competição no trabalho feito para o Senhor. A nossa desunião compromete o nosso relacionamento com Deus e o nossa missão. Paulo nos adverte: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.” Filipenses 2.3

Esse templo espiritual também tem a sua pedra principal. A pedra principal (ou fundamental) é a primeira pedra a ser colocada numa construção. Ela dá início à obra. Na formação de seu povo Jesus é apresentado como sendo essa pedra principal. Sem ele, sua vida e morte, esse templo espiritual não sairia do papel. Cristo tornou possível o restabelecimento do nosso relacionamento com Deus. As Escrituras Sagradas dizem: “Eu escolhi uma pedra de muito valor, que agora ponho em Sião como a pedra principal do alicerce. Quem crer nela não ficará desiludido.” 1 Pedro 2:6

“Vocês, também, como pedras vivas, deixem que Deus os use na construção de um templo espiritual onde vocês servirão como SACERDOTES DEDICADOS A DEUS. E isso para que, por meio de Jesus Cristo, ofereçam sacrifícios que Deus aceite.” 1 Pedro 2:5

Aqui Pedro faz menção à figura do sacerdote. Tal figura nos remete ao Antigo Testamento. Os sacerdotes eram pessoas consagradas e dedicadas a Deus. Eles receberam de Deus a missão de ministrar a Palavra de Deus ao povo.

Pedro afirma que hoje todos os cristãos são chamados a ser sacerdotes de Deus. "Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz." 1 Pedro 2.9

Observe que Paulo disse que fomos chamados com uma responsabilidade: “Anunciar os atos poderosos de Deus”. Ministrar como sacerdotes para os cristãos é o mesmo que cumprir a missão deixada por Jesus aos seus discípulos: Ide, pregai o evangelho e dos que se converterem façam discípulos ensinando a viver tudo o que eu ensinei” (Marcos 16.15 e Mateus 28.18-20)

“Vocês, também, como pedras vivas, deixem que Deus os use na construção de um templo espiritual onde vocês servirão como sacerdotes dedicados a Deus. E isso para que, por meio de Jesus Cristo, ofereçam SACRIFÍCIOS QUE DEUS ACEITE.” 1 Pedro 2:5

Um sacrifício só era e será aceito por Deus se atender a duas exigências: 1) Que aquele que sirva tenha uma vida santa, consagrada a Deus. 2) Que o seu trabalho seja feito com excelência, como Deus quer.

“Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus,” 1 Coríntios 6:19

Precisamos entender que fomos chamados a viver de forma exclusiva para Deus. Todo o nosso caminhar, nosso viver, falar, agir e serviço cristão deve ser feito diante do Senhor. Nossa tendência é fazer separação entre o nosso viver diário e o dia de reunião da Igreja. Contudo não pode haver separação entre espiritualidade e serviço cristão. Uma vida descomprometida com os princípios seguros da Palavra de Deus torna todo o nosso trabalho em algo detestável diante do Senhor.

Em segundo lugar, precisamos entender que servir a Deus é mais que um dever, é privilégio de poucos. Por isso, não devemos menosprezar o ministério dado por Deus a cada um de nós. Veja o que nos adverte Moisés e Paulo: “acaso, é para vós outros coisa de somenos que o Deus de Israel vos separou da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, a fim de cumprirdes o serviço do tabernáculo do SENHOR e estardes perante a congregação para ministrar-lhe. Não te faças negligente para com o dom que há em ti.” (Números 16:9 e 1 Timóteo 4:14)

Por vezes podemos ficar desmotivados e desanimados com a Igreja. Faltar nos compromissos assumidos, fazer relaxadamente nosso trabalho são algumas pequenas demonstrações do que pode acontecer com um cristão desmotivado. Um sacerdote jamais poderia servir a Deus relaxadamente. Ele deveria sempre zelar para que seu trabalho fosse feito com zelo.

A exigência de Deus em relação àquilo que fazemos para ele é tão alta que se refletia nas ofertas que o povo trazia ao templo. Das plantações o povo devia trazer os melhores e primeiros frutos. Para os sacrifícios não era admitido trazer animal com defeito, ou velho, ou doente. Deus é um Deus zeloso e exige o mesmo de nós.

"Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente!” Jeremias 48:10a

CONCLUSÃO

No seu Plano eterno Deus resolveu compartilhar conosco o privilégio do cuidado mútuo (como membros de um só corpo), o privilégio da comunhão (como acontece numa família), mas também da responsabilidade de servir com zelo a Deus que habita em nós pelo seu Espírito Santo (como um templo espiritual).

Paulo fala que vivendo assim o descrente que estiver entre nós, perceberá que há algo diferente em nós e então sairá de nossos encontros dizendo: “Deus verdadeiramente está no meio de vocês” (1 Co 14.25)

Que Deus nos abençoe.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mensagens 2011










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Feliz Ano Novo


Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente. Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sueli prometeu e cumpriu

No dia 13/06/2009 comi pela primeira vez a torta de cebola feita pela Sueli. Gostei tanto que a fiz prometer fazer uma pra mim. Bem, hoje ela cumpriu o prometido. Êba!

Estava uma deliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiicia!



O Joaquim veio como testemunha, hehehehehe

Realmente foi um dia inesquecível!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Somos a Família de Deus

O segredo que Deus guardou por muitos anos e revelou em Jesus foi: compartilhar conosco a vida eterna que a Trindade já experimentava antes da fundação do mundo. Vida eterna não está limitada a um tempo ou espaço físico, trata-se de relacionamentos eternos. Deus deseja se relacionar conosco eternamente, bem como que vivamos uns com os outros através de relacionamentos eternos e saudáveis. Para exemplificar este tipo de vida Paulo faz uso de três figuras: O Corpo de Cristo (para falar de nosso serviço), o Templo do Espírito (que veremos no domingo que vem) e a Família de Deus (nossa proposta de hoje).


De todos os tipos de relacionamentos que Deus poderia ter estabelecido entre nós e ele, a vida em família reflete melhor o seu segredo. Quando nascemos passamos a fazer parte de uma família que chamamos de “família de sangue”. Não importa o que acontecer esse laço estará sempre em nosso DNA. Em nosso sangue carregamos a herança genética de nossos pais e irmãos até o fim de nossos dias.

Na família de Deus não é diferente. Ela foi instituída a partir do sangue de Cristo derramado por nós na cruz do Calvário. Quando nos comprometemos com ele, passamos a fazer parte da família de Deus, ligados uns aos outros através do sangue de Cristo para todo o sempre. “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” João 1:12 e “Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro.” Gálatas 4:7

Nossa relação como filhos da família de Deus é mais forte do que a nossa relação com a “família de sangue”. Isso se deve ao fato de que o nosso vínculo com a família de sangue vai no máximo até o túmulo. Na vida após a morte não existe essa relação. Já com a família de Deus, a nossa posição de filhos e a de Deus como Pai, nem mesmo a morte poderá mudar essa relação porque ela é eterna. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.” 1 João 3:2

Esse é o segredo de Deus guardado por muitos anos, revelado em Jesus. Vejam o que a Bíblia diz: “Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa. Por causa do seu amor por nós, Deus já havia resolvido que nos tornaria seus filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era o seu prazer e a sua vontade. Portanto, louvemos a Deus pela sua gloriosa graça, que ele nos deu gratuitamente por meio do seu querido Filho. Pois, pela morte de Cristo na cruz, nós somos libertados, isto é, os nossos pecados são perdoados. Como é maravilhosa a graça de Deus, que ele nos deu com tanta fartura! Deus, em toda a sua sabedoria e entendimento, fez o que havia resolvido e nos revelou o plano secreto que tinha decidido realizar por meio de Cristo. Esse plano é unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra” Efésios 1.4-10


É papel dos pais sustentar seus filhos. A decisão de ter filhos requer muita responsabilidade. Dentre elas estão a de oferecer sustento e segurança. Como nosso Pai, Deus faz isso com maestria. Certa vez, quando Saul buscava Davi para matá-lo, os moradores da cidade de Zife foram contar a Saul que Davi estava escondido na terra deles. Davi não se abalou porque sabia que podia contar com o sustento e a segurança do Senhor. Em meio a perseguição e ameaça de morte Davi compôs um cântico que demonstrava sua confiança em Deus. Esse cântico é o Salmo 54, e veja o que ele nos diz no versículo 4: “Eu sei que é o Senhor Deus quem me ajuda, sei que é ele quem me defende.”

Era noite fria, corria o ano de 1981, Cachoeira do Vale, bairro onde morávamos. Estava jogando bola com os amigos na rua Nova Era quando fomos interrompidos por dois policiais que com um cassetete batia sem dó e piedade num rapaz que havia sido preso em flagrante roubando algum estabelecimento. Enquanto apanhava, ele era obrigado a gritar: sou ladrão, sou ladrão. O pior não era isso, sua mãe acompanhava aquela cena clamando aos soldados para que não fizessem aquilo. Mas de nada adiantou. Em meio as pancadas, um dos soldados virou pra ela e disse: Nós estamos fazendo o que a senhora deveria ter feito quando ele era pequeno. Muito triste aquele ocorrido. Não concordo com a maneira que o rapaz foi tratado pelos policiais, mas uma verdade foi dita, pais responsáveis são aqueles que educam seus filhos.

Deus nos educa através de sua Palavra ele nos ensina a verdade, corrige nossas faltas e nos ensina a maneira certa de viver. Ele faz isso para que estejamos completamente preparados e prontos para fazer todo tipo de boas ações. Deus é o nosso Pai.

Como filho de Deus, que o ama intensamente, nada menos do que a obediência pode ser-lhe oferecido. A nossa vida, as nossas atitudes revelam a educação que recebemos de nossos pais. O sucesso dos pais está intimamente ligado a vida de seus filhos. “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz” Efésios 5:8

A Bíblia diz: “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos.” Hebreus 12.4-8

Deus nos capacita e nos orienta em todo tempo através de seu Espírito. A Bíblia diz que “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.” Isaías 30.21 e “ porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” Romanos 8:14


Uma família equilibrada e bem sucedida é aquela que atenta para as necessidades uns dos outros. Como família da fé somos orientados a fazer o mesmo.

Não existe um exemplo melhor de como devemos viver como família de Deus do que a maneira como os irmãos e irmãs da Igreja Primitiva vivia. Vejam o que diz a Bíblia sobre eles: “Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.” Atos 2. 44-47

Como acontece em toda família, é natural que haja desentendimentos entre os irmãos. Como família de Deus isso também acontece. Esse problema não é exclusivo da nossa época. A Bíblia narra várias desavenças que aconteceram na história da família da fé. Evódia e Sínrique (Fp 4.2); Paulo e Barnabé (Atos 15) são alguns exemplos. O mais importante nesses momentos é lembrar que o amor que nos une é maior do que as nossas diferenças. “Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus; e também quem não ama seu irmão.” 1 João 3:10. Por isso, quando você entrar em conflito com algum irmão, siga alguns conselhos básicos:

1) Não culpe ninguém. Às vezes criamos grandes expectativas em relação aos outros quando nós mesmos não temos condições de satisfazê-las. Quando a situação for desfavorável à comunhão, submeta-se ao Senhor e procure aprender com seus próprios erros e não aponte o dedo para ninguém.

2) Olhe com os olhos do perdão (Mateus 18). O melhor caminho é sempre o da reconciliação e o primeiro passo precisa ser dado por você. Lembre-se, Jesus nos deu exemplo para seguirmos os seus passos.

O amor realmente exige um preço alto, mas certamente vale a pena. No relacionamento com os irmãos lembre-se que “O ódio provoca brigas, mas o amor perdoa todas as ofensas.” Provérbios 10:12

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domingo, 19 de dezembro de 2010

Somos o Corpo de Cristo

Na semana passada aprendemos que o segredo divino é um plano perfeito que tem um propósito eterno. "DEUS CRIOU VOCÊ E EU PARA QUE VIVAMOS O MESMO ESTILO DE VIDA ETERNA "UNS AOS OUTROS" COMO ELE FAZ. A Vida eterna significa que ao crer em Jesus e se comprometer com ele, você é adotado na família de Deus para viver em comunhão com ele e com seus irmãos igualmente adotados para todo o sempre.

Hoje começaremos a ver como Deus deseja que vivamos o estilo de vida "uns aos outros".

No texto de Efésios 3, Paulo diz que se lermos o que ele acabara de escrever, ou seja Efésios 2, então entenderíamos a maneira como ele entendia o segredo de Cristo. Quando olhamos para Efésios 2 encontramos ali três figuras que identifica o estilo de vida de “uns aos outros”. Hoje veremos a primeira figura, ou seja, a figura do Corpo de Cristo.


Pela sua morte na cruz, Cristo destruiu a inimizade que havia entre os dois povos. Por meio da cruz, ele os uniu em UM SÓ CORPO e os levou de volta para Deus.” Efésios 2.16

Paulo abordou essa figura com profundidade em Efésios 4, Romanos 12 e 1 Coríntios 12. Vejamos.

Ao falar do Corpo Paulo nos chama a atenção para a diversidade dos membros. Desta forma, nós como membros do Corpo de Cristo somos diferentes uns dos outros em relação as funções que exercemos. Deus é quem determina a função de cada um de nós de acordo com os dons espirituais. “Assim Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis.” 1 Coríntios 12:18

Apesar de sermos tão diferentes, os membros do corpo trabalham em harmonia para o bem comum. Todos nós somos parte importante do Corpo, mas não mais importantes: “Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu. Porque, assim como em um só corpo temos muitas partes, e todas elas têm funções diferentes, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo.” Romanos 12.3-5

Dessa forma não devemos ser orgulhosos – nem nos julgarmos melhores, nem nos julgarmos insignificantes: “Se o pé disser: Já que não sou mão, não sou do corpo, nem por isso deixa de ser do corpo.” 1 Coríntios 12:15


Romanos 12. 6-11 nos diz que nós devemos entender e aceitar pela fé que os dons que recebemos de Deus é para servir uns aos outros em amor não fingido.

Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade. Quem tem autoridade, que use a sua autoridade com todo o cuidado. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria. Que o amor de vocês não seja fingido. Odeiem o mal e sigam o que é bom. Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor.”

Como Corpo a nossa maneira de viver deve ser no estilo de vida de "uns aos outros" em amor. Amar é atitude de fazer o bem aos outros com atitudes intencionais de bondade. É fácil perceber quando alguém está servindo por amor, há alegria em seu rosto e muita disposição.

Quando estamos servindo de acordo com os dons que recebemos de Deus, além da alegria em poder servir, todo o nosso serviço contribuirá para a nossa vida como Corpo de Cristo. A amizade acontecerá de uma maneira mais natural. Quando trabalhamos juntos em busca de um objetivo comum, temos a oportunidade de conhecermos melhor “uns aos outros” e dessa maneira estreitarmos laços de amor e amizade que de outra forma jamais aconteceria.


Em Romanos 12.12-21 Paulo diz que como Corpo de Cristo, nossos relacionamentos devem expressar amor. Vejamos:

1) UNS COM OS OUTROS – SUPRINDO AS NECESSIDADES

Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; agüentem com paciência os sofrimentos e orem sempre. Repartam com os irmãos necessitados o que vocês têm... Alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram. Tenham por todos o mesmo cuidado. Não sejam orgulhosos, mas aceitem serviços humildes. Que nenhum de vocês fique pensando que é sábio! Procurem agir de tal maneira que vocês recebam a aprovação dos outros.” Romanos 12.12-17

Paulo está falando aqui que devemos orar uns pelos outros, repartir o que temos com os necessitados, alegrar e chorar, tratar com cordialidade a todos, não sermos orgulhosos mas humildes, valorizar o serviço de todos, sermos bons, tratar com dignidade a tal ponto que aqueles que nos vêem trabalhando percebam o amor de Deus em nós.

2) COM O NOVO NA FÉ – ACOLHENDO-O

“... recebam os estrangeiros nas suas casas.” Romanos 12.13

Apesar de Paulo nos alertar para a importância da vida de uns aos outros, ele diz que devemos estar sempre atentos àqueles que estão chegando em nossa Igreja. É certo que não temos condições de desenvolvermos um relacionamento mais próximo com todas as pessoas, mas também não podemos deixar de estar abertos a novos relacionamentos. Não podemos formar panelinhas. E a diferença entre um Grupo de Comunhão e as panelinhas é que nos Grupos de Comunhão há sempre espaço para quem quiser chegar.

3) COM OS NOSSOS INIMIGOS - PAGANDO O MAL COM O BEM

Peçam que Deus abençoe os que perseguem vocês. Sim, peçam que ele abençoe e não que amaldiçoe. Não paguem a ninguém o mal com o mal... No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas. Meus queridos irmãos, nunca se vinguem de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor.” 20 Mas façam como dizem as Escrituras: “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha.” 21 Não deixem que o mal vença vocês, mas vençam o mal com o bem.” Romanos 12.14, 17-21

Por último, a vida como Corpo de Cristo nos levará a tratar nossos inimigos de uma maneira surpreendente. De maneira contrária a nossa cultura, a Bíblia nos ensina que não devemos retribuir o mal com o mal, mas deixarmos a justiça nas mãos de Deus. Jesus certamente deixou-nos um belo exemplo. Pedro diz a respeito de Jesus que “Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça.” 1 Pedro 2.23

Como membros do Corpo de Cristo precisamos fazer o que nossa Cabeça, Jesus, nos ordena. Precisamos aprender a tratar os inimigos, como inimigos. A Bíblia diz que a maneira de tratar o inimigo é abençoando-o, fazendo o bem mesmo quando ele só nos faz o mal, nos esforçar para ter paz com ele mesmo tendo que arcar com algum prejuízo ou perda, nunca vingarmos, dar-lhe de comer e beber e deixar nas mãos de Deus a justiça.

Eu sei que nada disso é fácil, mas sei também que essa é a vontade perfeita de Deus para cada um de nós como membros do Corpo de Cristo. Dessa forma nossa vida e nosso serviço de revelar que apesar de sermos pessoas com funções totalmente diferentes, trabalhamos unidos em amor de tal maneira que qualquer pessoa que nos observar perceberá que somos um povo que ama uns aos outros, que recebe com alegria os novos membros e que trata com dignidade até mesmo aqueles que nos perseguem. Que Deus nos abençoe.
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