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domingo, 2 de outubro de 2011

Três desejos perigosos

A maior crise que vivemos em nossos dias não é econômica, social ou política, é moral. Se considerarmos essa crise como uma doença então, sem sombras de dúvidas e sem medo de errar, podemos afirmar que estamos vivendo uma verdadeira epidemia. Nossos maiores problemas não são a falta de recursos, ou falta de oportunidades, ou ausência de uma política social justa, mas é a presença de um caráter corrompido.

Essa não é uma doença que pode ser curada por meios de remédios químicos ou naturais, é muito mais espiritual do que podemos imaginar. A solução para essa verdadeira epidemia existe quando nos voltamos para as Sagradas Escrituras e entendemos o propósito de Deus para nossas vidas.


Uma vez que hoje falaremos sobre os três desejos tentadores que comprometem o nosso caráter, faz se necessário um entendimento claro sobre o que é a tentação e o pecado. Vejamos o que a Bíblia diz sobre como o pecado é gerado: "Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: "Estou sendo tentado por Deus". Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte." Tiago 1:13-15

Este texto mostra a tentação, bem como nossa reação a ela como o processo de gravidez do pecado. Precisamos aprender a abortar o pecado nas nossas vidas, e isto depende inteiramente de como lidamos com a tentação.  Ou seja, ser tentado não é pecado.

A tentação é a oportunidade de satisfazer, realizar ou conquistar aqui e agora sem considerar as conseqüências de nossas decisões. Já o pecado é muito mais do que quebrar regras. O pecado surge a partir da resposta que damos aos nossos sentimentos e desejos. A pergunta em questão é: “quem governa quem?”. Dominamos nossos desejos e sentimentos ou eles nos dominam? Portanto, pecado é falharmos diante desse conflito.

A Bíblia classifica TRÊS GRUPOS DE DESEJOS PERIGOSOS. João fala-nos deles: "Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — A COBIÇA DA CARNE, A COBIÇA DOS OLHOS E A SOBERBA DA VIDA — não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre." 1 João 2:15-17. Os desejos em si não são ruins. O problema é quando os tornamos a razão de nossas vidas e mais importantes do que o plano de Deus em sua Palavra para nós.
O prazer é algo legítimo dado por Deus. Tem a ver com apetite alimentar, descanso, prazer sexual, aceitação emocional, trabalho, etc. A tentação se estabelece quando propõe que supervalorizemos o prazer e ultrapassemos os limites dados por Deus para o prazer. O resultado então é glutonaria, bebedeira, promiscuidade, manipulação, trabalho escravo, etc.

No deserto, Jesus é tentado em relação a este desejo. Satanás, percebendo a necessidade física de Jesus, incitou-o a colocar este desejo acima da Palavra de Deus. A última coisa que Deus havia dito a Jesus foi: "Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado" Lucas 3:22 e agora o diabo tentou Jesus a satisfazer a sua vontade de se alimentar, dizendo: "Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães". Mateus 4:3. Jesus resistiu à tentação deixando bem claro que ele não era governado por este desejo ou apetite, antes sim, pela palavra que procede da boca de Deus.

Quanto a isso, Paulo afirma que "Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada domine." 1 Coríntios 6:12
 Este é outro desejo legítimo dado por Deus. O desejo de possuir coisas, de adquirir, relacionado com necessidades externas ao nosso corpo, coisas que almejamos conseguir. Nós podemos querer ter coisas, mas não devemos querer ter nada que Deus também não queira para nós. Quando queremos muito, despertamos em nós uma ambição que pode nos levar a pecados como inveja, ciúmes, roubo, homicídio, arrogância, e a tantos outros. Pessoas possessivas são controladoras e violentas.

No deserto, vemos Jesus sendo tentado neste desejo. Satanás mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e disse: "Tudo isto lhe darei, se você se prostrar e me adorar". Mateus 4:9. O diabo estava oferecendo a Jesus uma maneira fácil de conseguir aquilo que Deus já o havia prometido lhe dar no tempo certo. A vontade de Deus era que ele comprasse com seu sangue pessoas de todas as tribos, povos, línguas e nações. Satanás então oferece tudo isso sem ter que passar pela cruz. Ao recusar a proposta do diabo, Jesus nos ensina que tudo que queremos obter tem que ser através da cruz, ou seja, precisamos antes entregar a Deus nossas vontades e desejos através da obediência.

Aqui percebemos como este desejo de conquista está ligado com nossa vida de adoração. Jesus não negociou com a prioridade de ser um verdadeiro adorador repelindo o diabo juntamente com sua “sedutora” oferta. Jesus já nos advertiu dizendo "Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará ao outro, ou se dedicará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro". Lucas 16:13
 Esse é mais um desejo legítimo concebido por Deus ao ser humano, de conhecer e realizar. É importante que queiramos realizar grandes empreendimentos, adquirir conhecimento especializado, ser alguém. Mas, aqui também precisamos nos afinar com a Palavra de Deus. A tentação reside no fato de abandonarmos os planos de Deus e agirmos por conta própria. Alguns pecados nessa área são: satisfação com o status, fama, orgulho, superioridade a título de realização pessoal e profissional.

Jesus também foi tentado aqui. Satanás levou-o ao teto do templo em Jerusalém e propôs que ele se lançasse e impressionasse  e convencesse os líderes religiosos de ser ele o Messias, quando o vissem sendo carregado por anjos. Afinal de contas agindo assim ele se revelaria como um super herói e teria a afirmação das pessoas.

Sua imagem diante das pessoas deve ser uma conseqüência de sua vida responsável diante de Deus. Portanto, se queremos uma vida vitoriosa, precisamos nos disciplinar em relação às insistentes pressões que nossos desejos fazem sobre nós no sentido de nos levar ao desequilíbrio que nos colocam à beira do abismo.

Diferentemente do que nossa cultura ensina, o pecado não é expressão de liberdade trazendo-nos felicidade. Pelo contrário, ele escraviza e destrói todo aquele que se deixa vencer por ele. Você começa a fumar apenas um cigarro, só para ver como é, e pouco tempo depois você se torna escravo do fumo. Você bebe apenas um gole para ficar bem visto pelos amigos, e pouco tempo depois se torna um alcoólatra. Você compra revistas e DVDs de sexo explicito só por curiosidade, e pouco tempo depois, se torna um adúltero. É assim com o pecado, promete liberdade e felicidade, mas nunca cumpre o que promete.

Tiago nos adverte: "Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos... o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer." Tiago 1:22-25

Pr. Ronaldo Araújo

domingo, 25 de setembro de 2011

A verdadeira crise

A maior crise que vivemos em nossos dias não é econômica, social ou política, é moral. Se considerarmos essa crise como uma doença então, sem sombras de dúvidas e sem medo de errar, podemos afirmar que estamos vivendo uma verdadeira epidemia. Nossos maiores problemas não são a falta de recursos, ou falta de oportunidades, ou ausência de uma política social justa, mas é a presença de um caráter corrompido.

Essa não é uma doença que pode ser curada por meios de remédios químicos ou naturais, é muito mais espiritual do que podemos imaginar. A solução para essa verdadeira epidemia existe quando nos voltamos para as Sagradas Escrituras e entendemos o propósito de Deus para nossas vidas. É em busca dessa cura que proponho essa série de mensagens.




Infelizmente tem se tornado comum o desenvolvimento de relacionamentos descartáveis entre pessoas como se elas fossem objetos que uma vez usadas podem ser jogadas fora. A violência tem alcançado índices assustadores nas escolas e pasmem, já alcançou nossos lares. A exploração sexual agora é doméstica e é realidade na maioria das famílias que conhecemos. Casar virgem agora é “ser quadrado” e “antiquado”. Homossexualidade, prostituição e adultério deixou de ser um abuso ao corpo e infidelidade a quem prometemos amar e se tornou uma questão de opção. A corrupção não passa somente no contexto da administração pública, agora é uma questão de oportunidade. Uma pesquisa recente revelou que a cada dez brasileiros, oito afirmam que se tiver oportunidade não abrirá mão de se enriquecer de forma ilícita.

Valores como pureza, castidade, honestidade e fidelidade tornaram-se desprezíveis, impróprios e “caretas”. Mas não é só isso, a sensualidade tem sido um o assunto predileto das pessoas, e já se tornou há muito tempo uma das indústria mais rentáveis do mundo. Pornografia e prostituição têm cobrado um alto preço, pago com casamentos destruídos, famílias arruinadas e filhos perdidos. Prejuízos incalculáveis.

A nudez tem sido comercializada em nome do “profissionalismo artístico”. Isto vai gerando gradativamente uma mudança na imagem que a mente humana tem em relação ao seu semelhante. As pessoas passam a enxergar uns aos outros como um produto, que pode ser comprado, usado e lançado fora ao seu bel prazer.

O amor ao próximo é simplesmente jogado na lata de lixo quando a questão é o amor ao prazer. Amar o próximo envolve renúncia. Amar os prazeres envolve egoísmo e irresponsabilidade. As pessoas amam mais os prazeres e usam e abusam uns dos outros. Tudo gira em torno da auto satisfação e os outros são apenas o resto que não importa. Isto tem causado uma inversão moral. O certo é tido como errado, o errado como certo, e tudo isso é feito em nome do amor e do glamour da sensualidade. Aparentemente tudo é belo e atrativo, mas é desta forma que a presença de Deus é banida.

O resultado é uma busca desenfreada pelo prazer que nunca se satisfaz criando sentimentos e desejos viciados debaixo de um encantamento demoníaco que diz “preciso aproveitar a vida” e “eu também tenho o direito de ser feliz” que acaba por semear uma vida frustrante e depressiva.




Diante dessa situação, podemos perceber alguns esforços inúteis para a solução desse quadro assustador. E é aqui que as autoridades governamentais estão apanhando feio porque se esforçam por combater a violência mas deixam intacta a raiz do problema.

Na área da psicologia vemos um grande avanço no campo do diagnóstico e isto tem ajudado muitas pessoas, porém na questão do tratamento, existem poucos resultados por causa da ignorância espiritual. Um dos maiores desafios para a ciência hoje são as doenças e males emocionais. Esta é a herança que muitos de nós estamos deixando para nossos filhos. Problemas de ordem moral não resolvidos na infância ou adolescência podem prender o adulto num padrão de imaturidade de comportamento para o resto da vida.

Psicólogos, psiquiatras e muitos terapeutas reconhecem que o grande desafio de nossos dias é resolver o problema dos bebês de 80kg, ou seja, ajudar adultos a amadurecer emocionalmente. Tantas pessoas são tão fracas moral e sentimentalmente que não conseguem superar até mesmo os problemas mais simples de relacionamento e convívio.

Uma prova desse problema são as longas filas de divórcios precoce, que acabam produzindo traumas para os filhos, que desde cedo tentam crescer tendo que encarar a dura face do abandono e rejeição. Obviamente, estes problemas já estão estourando na sociedade através de muitos episódios dramáticos vistos em muitas escolas e estádios de nosso pais.

Já as pessoas, estão buscando soluções fora de si mesmas. Quando idealizamos uma vida melhor através da mudança de comportamento das pessoas ou circunstâncias que nos cercam e não nos dispomos a sofrermos ajustes íntimos e mudanças significativas dentro de nós, tudo o que iremos conseguir será um espírito crítico e condenador, hipócrita e destrutivo que certamente minará a nossa própria esperança. Semearemos a nossa própria frustração.

Sempre que achamos que o problema está nas pessoas e nas circunstâncias, este pensamento em si já é a essência do problema. Tal pensamento nos leva a insensibilidade e a conclusões falsas ou incompletas. O coração se torna endurecido e tudo que conseguimos é confirmar nossa lógica que os outros estão errados ou que as situações externas precisam ser alteradas para que possamos ser felizes, mesmo quando somos nós que estamos sendo a causa do problema.




Os problemas sociais e familiares se tornam ainda mais agudos pela ignorância espiritual. O homem não é apenas um ser carnal. Apesar de possuir um corpo físico, o ser humano é essencialmente espiritual. Por isso não é suficiente conhecer e praticar todas as orientações médicas e psicológicas para ter uma saúde física, emocional e psicológica perfeita. Se não nos comprometermos num relacionamento real com Deus e com seus princípios morais que estão sendo quebrados, então a felicidade será apenas um sonho e o sofrimento uma dura realidade.

No sermão do monte (Mateus 5.1-12) Jesus falou-nos sobre o segredo da vida feliz, da vida abundante. Segundo ele, a felicidade não depende do que temos, nem da satisfação de desejos tão enraizados em nosso coração. A felicidade é um estado de espírito. Se agradarmos da pessoa de Deus seremos de fato felizes. A paz que tanto desejamos se tornará uma realidade. “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração” Salmo 37.4. Eis o segredo, apaixone-se pelo Senhor, abra mão de tentar ser feliz à sua maneira e deixe Deus tomar conta da sua vida. Tudo o que ele precisa para lhe fazer feliz é o seu coração. No entanto, o primeiro passo nessa busca pela felicidade e satisfação pessoal, é o arrependimento.

O arrependimento é extremamente necessário para começar um processo de cura interior, do coração, da alma. Arrepender significa “mudança de mente”. Quando mudamos as coisas dentro de nós, afetamos o mundo espiritual. Quando afetamos o mundo espiritual, então nós transformamos o mundo físico. Isso significa que precisamos estar abertos para ceder e mudar, entendendo que o primeiro passo para solucionar qualquer problema é arrepender-se de tentar ser feliz à sua maneira, e abraçar o plano de Deus para lhe fazer feliz.
Quanto mais profundamente somos corrigidos e sarados pelo arrependimento, tanto mais liberamos o poder de Deus para afetar outras pessoas e as circunstâncias externas. Toda resistência começa a cair. Oro para que isso aconteça. 

Que Deus o abençoe.

Pr. Ronaldo Araújo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Crise de Caráter


A maior crise que vivemos em nossos dias não é econômica, social ou política, é moral. Se considerarmos essa crise como uma doença então, sem sombras de dúvidas e sem medo de errar, podemos afirmar que estamos vivendo uma verdadeira epidemia. Nosso maior problema não é a falta de recursos, ou falta de oportunidades, ou ausência de uma política social justa, mas é a presença de um caráter corrompido.

Infelizmente tem se tornado comum o desenvolvimento de relacionamentos descartáveis entre pessoas como se elas fossem objetos que uma vez usados podem ser jogados fora. A violência tem alcançado índices assustadores nas escolas e pasmem, já alcançou nossos lares. A exploração sexual agora é doméstica e é realidade na maioria das famílias que conhecemos. Casar virgem agora é “ser quadrado” e “antiquado”. Homossexualidade, prostituição e adultério deixou de ser um abuso ao corpo e infidelidade a quem prometemos amar e se tornou uma questão de opção. A corrupção não passa somente no contexto da administração pública, agora é uma questão de oportunidade. Uma pesquisa recente revelou que a cada dez brasileiros, oito afirmam que se tiver oportunidade não abrirá mão de se enriquecer de forma ilícita.

Diante desse quadro epidêmico, somos tendenciosos a não enxergarmos nossa responsabilidade pessoal em problemas que direta ou indiretamente estamos envolvidos e que precisamos lidar. Essa insensibilidade nos deixa frios, com o coração endurecido pelo orgulho. Tudo que conseguimos é afirmar que os outros estão errados ou que as situações externas precisam ser alteradas, mesmo quando somos nós que estamos sendo a causa do problema.

Essa não é uma doença que pode ser curada por meios de remédios químicos ou naturais, é muito mais espiritual do que podemos imaginar. A solução para essa verdadeira epidemia existe quando nos voltamos para as Sagradas Escrituras e entendemos o propósito de Deus para nossas vidas. Por isso convido você a participar de nossos encontros nos próximos domingos às 19h30 na IP Betânia. Que Deus nos ilumine e abençoe.

MENSAGENS

25/setembro – A verdadeira crise
09/outubro – A idolatria do corpo
16/outubro – Uma jóia falsificada
23/outubro – As sete colunas de sua casa